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  • Helena Marques

Transtornos da sexualidade, mitos e verdades


“A sexualidade é indissociável da estrutura mental do indivíduo” – Foucault.


A sexualidade humana é complexa e não se resume aos genitais.

De acordo com a OMS - Organização Mundial da Saúde está baseada em quatro pilares: trabalho, família, lazer e sexo, ou seja, o transtorno de sexualidade: disfunções sexuais, perda de desejo, falta de orgasmo, dores na relação, etc., pode estar associado a diferentes fatores, biológicos, psicológicos ou sociais.


Como tratar?


Em primeiro lugar é preciso investigar as possíveis causas fisiológicas: hormonais, neurológicas, genéticas, etc.


Por exemplo: Na adolescência há uma explosão hormonal. Por outro lado, partir de 45 anos, tanto homens como mulheres sofrem uma perda significativa da produção de hormônios, que associados a fatores da vida moderna onde a ansiedade e depressão caminham juntas, podem desencadear a perda da libido, como outras disfunções sexuais: transtorno de ereção no homem, falta de excitação na mulher, inibição do orgasmo, ejaculação precoce, vaginismo (penetração impossível ou dolorosa), dispareunia (dores intensas na relação).


As ISTs – Infecções Sexualmente Transmissíveis ou uso de medicamentos -, antidepressivos, podem interferir na vida sexual, limitando ou impedindo a satisfação.


Questões de ordem orgânica e pós cirúrgicas devem ser analisadas com atenção, pois interferem diretamente na resposta sexual.

As manifestões de ordem somática dizem respeito diretamente da estrutura mental.



O acompanhamento psicológico dos transtornos sexuais, vai para além dos aspectos fisiológicos ou de desempenho.


Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e Transtorno depressivo Maior (TDM), como também situações traumáticas, transtornos de humor, transtornos de personalidade, uso abusivo de álcool e/ou drogas podem levar ao prejuízo da função sexual.

A vida intrapsíquica, é carregada de desejos conflitantes representados na vida afetiva e sexual e psicoterapia, associada ao tratamento medicamentoso, busca ferramentas de superação de obstáculos das defesas psíquicas que impedem ou limitam uma resposta sexual satisfatória.


O tratamento psicoterapêutico, por meio da escuta clínica das histórias de vida, tem como objetivo olhar as representações da vida mental manifestadas no corpo.


A psique é pedra angular para a compreensão da sexualidade humana.


A terapia sexual pode ser de curta duração, até 20 sessões, individualmente ou

casal, utilizando técnicas psicodramáticas e da abordagem sistêmica.

A psicanálise, para além de tratar da questão focal do transtorno sexual, pode

levar um período de tempo mais longo.

Helena Marques.


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© 2019 por Helenamarques

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