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  • Helena Marques

Estou deprimido?

A resposta não sai no resultado de exame de sangue.

É invisível, o início. Toma a mente como erva daninha engolindo a árvore.

Do sofrimento psíquico até o tratamento, o quadro pode agravar.

A família sofre junto, impotente, buscando alternativas para aliviar a situação, quase sempre sem sucesso.

A negação é a primeira reação familiar. Questionam a perda de energia, um sinal clássico inicial, achando que é “frescura ".

A família de uma pessoa deprimida, também fica doente.

O corpo responde: O que era frágil, fica mais.

Perde-se o humor, a graça e a capacidade de rir de si.

A vida torna-se um peso.

O escuro do quarto, exílio voluntário, evoca um pedido socorro.

« O único lugar que me sinto seguro é na minha cama ».sic.

Perde-se também um pouco da dignidade.

Sem autocuidado, sem autoestima, sem fome, sem sono. Sem sonhos.

A perda de sentido na vida, asfixia a esperança.

Sem futuro,

Sem confiança,

Sem fé na vida, nos homens, nos anjos.

“Acordo e vou dormir sem vontade”.

Às vezes choro sem motivo, mas só choro. Não falo nada.

Não quero me explicar.

Não quero trabalhar.

Perdi a fome.

Não quero sair da cama.

Está tudo cinza.

Está escuro.

Será que isso é a morte?.


Sintomas:

Alterações do humor: tristeza, irritabilidade, falta da capacidade de sentir prazer, apatia;

Alterações cognitivas e psicomotoras;

Perda de energia, fadiga e cansaço;

Perda de prazer na vida;

Incapacidade ou perda de raciocínio. O pensamento pode ficar confuso ou ocorrer falhas na memória;

Alterações no sono: insônia (mais comum) ou sonolência;

Alterações no apetite: perda do apetite é mais comum, mas pode ocorrer um desejo compensatório em comer excessivamente;

Crises de choro;

Isolamento social;

Pensamentos suicidas.


Diagnóstico e Tratamento:

O diagnóstico deve ser feito quanto antes, por meio de uma anamnese detalhada de um psicólogo e/ou psiquiatra.

Se há sensação de incapacidade da vida diária, é mais severa.

Se é apenas perturbadora e não impede a rotina, não é grave.

No entanto, ambos os casos merecem atenção.

As causas podem ser de origem orgânicas, psíquicas ou sociais.

São multifatoriais e estão sempre associadas.

Não há como olhar para um quadro depressivo, sem olhar a pessoa como um todo.

A história familiar, repetição de padrões: abandono, desamparo, perdas de toda espécie (divórcio, morte, rompimentos amorosos, perdas financeiras), associadas a causas orgânicas, podem funcionar como gatilho da depressão.

O tratamento é o acompanhamento psiquiátrico com uso de antidepressivos associados à psicoterapia.

Não há cura sem tratamento.

Helena Marques.

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© 2019 por Helenamarques

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