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  • Helena Marques

E quando não dá para recomeçar? Sempre dá. Dá?

Aceitar o fim das coisas. Olhar a passagem das estações e estabelecer com elas uma relação de respeito. Compasso e espera. Portas se estreitam, contraindo corpos na tentativa de sobreviver o que há porvir.

O término das relações amorosas, amizades, trabalho, implicam necessariamente olhar para si e perguntar : e agora, José?

Ficar ou pular ? Ser atravessado por uma situação inédita, desviando de roteiros estabelecidos, causam perturbação da ordem do não reconhecimento de quem somos e a necessidade da reorganização do que queremos.

Fechar uma porta não quer dizer abrir outra. Portais podem continuar fechados por um tempo. Não há mágica, nem saídas rápidas.



É aguentar a angústia.

Para recompor a vida ou de alguma forma, se ajustar a ela, precisa de tempo. Não o cronológico, o interno, aquele paralisado entre a saída de um lugar a chegada em outro.

Sair da zona de conforto, e partir para o crescimento é comprometer-se com o novo.

O Desafio é atravessar o umbral de si mesmo com olhos vendados. Deve ser isso que chamam precipício? Abismo? Vai aí uma certa dose de coragem ou loucura.

Vai. Uma hora vai. Coragem! Helena Marques.

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© 2019 por Helenamarques

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